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AAV
29 de janeiro de 2026 ● 1 minuto para ler

O atletismo português chora a perda de uma das suas figuras mais emblemáticas, Fernando Mamede, um ídolo eterno que nos deixou esta terça-feira, aos 74 anos. Era natural de Beja, onde nasceu a 11 de novembro de 1951. Foi recordista mundial dos 10 mil metros com 27.13.81 minutos, feitos em Estocolmo, no ano de 1984 e que só caiu em 1989, para o mexicano Arturo Barrios. Outro grande feito, foi quando conquistou a medalha de bronze nos mundiais de corta-mato, em Madrid (1981). Participou em três edições dos Jogos Olímpicos, Munique (1972), Montreal (1976) e Los Angeles (1984), para além dos muitos títulos e recordes nacionais conquistados, às muitas vitórias nos principais palcos do atletismo mundial.
Fernando Mamede foi uma lenda da modalidade, expoente máximo do desporto nacional e internacional, inspiração para gerações de atletas e adeptos. A sua carreira, marcada por uma excelência desportiva inigualável e uma luta interior constante, transformou-o numa referência da história do atletismo português. Em homenagem a este filho da terra, a Câmara Municipal de Beja, atribuiu a um conjunto de infraestruturas desportivas, o nome de Complexo Desportivo Fernando Mamede.
A Associação de Atletismo de Viseu não podia deixar de fazer referência a este homem, que a par do viseense Carlos Lopes, seu colega de equipa, que durante vários anos protagonizaram verdadeiros duelos épicos, a fazer lembrar nos dias atuais, a supremacia pelo futebol mundial, entre Cristiano Ronaldo e Messi.
Das gerações mais antigas, quem não se recorda dos embates entre Fernando Mamede e Carlos Lopes. Era algo que empolgava multidões, fazia vibrar estádios inteiros por esse mundo fora e nós portugueses, tivemos o privilégio de ter estes dois extraordinários atletas no nosso meio, de os ver ao vivo ou de ficarmos colados e extasiados em frente à televisão a assistir a estes duelos arrebatadores, que muito dificilmente nas próximas gerações, teremos algo semelhante.