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Faleceu Zulmiro da Cunha Mendes (14.10.1948 - 03.01.2026)

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4 de janeiro de 20261 minuto para ler

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Será certamente, uma das maiores figuras do desporto da nossa região, praticou ténis de mesa, na década de 90 fez história no futebol feminino ao levar o Clube Desportivo de Drizes, ao escalão maior do futebol feminino português, como treinador. Teve também uma relação muito forte com o Sport Viseu e Benfica, do qual era sócio número um, onde desempenhou funções nos Órgãos Sociais e onde inclusivamente chegou a ser treinador.

A sua história no atletismo começa, como juiz de atletismo em 1970 e chegando a Juiz Árbitro, sendo que atuou em vários palcos internacionais. Na Associação dos Desportos de Viseu, iniciou funções em 1969 como secretário-geral e em 1984 passa a ser diretor, com Vasco Baptista Chaves na liderança como Presidente da Direção e assim foi até 1988, com a extinção da Associação dos Desportos de Viseu. Com a criação da Associação de Atletismo de Viseu nesse mesmo ano, esta dupla manteve-se sempre unida, até ao falecimento de Vasco Baptista Chaves a 27.03.2023, este o eterno presidente e Zulmiro da Cunha Mendes, o Vice-Presidente Administrativo. Por essa altura, passa a desempenhar as funções de Presidente da Direção até 26.06.2024 e com a eleição de Raimundo Esteves, Zulmiro da Cunha Mendes passa a desempenhar as funções de Presidente do Conselho Fiscal.

O seu nome ficará para sempre ligado à construção da pista sintética no Estádio Municipal do Fontelo, que ocorreu a 22.07.1991, assim como ao Grande Prémio Internacional “Cidade de Viseu”, que a 10.05.2026 fará 64 edições.

Em 1986 recebe o galardão de Juiz de Mérito da Federação Portuguesa de Atletismo e em 2015, foi eleito Sócio Honorário da Associação de Atletismo de Viseu, pelos serviços relevantes prestados em prol da modalidade que serviu e defendeu ao longo de uma vida.

Falar de Zulmiro da Cunha Mendes, é falar de Atletismo e da sua história e do desporto da nossa região. O homem que foi a alma do atletismo viseense, que nos momentos difíceis da nossa modalidade, se manteve firme e fiel aos seus princípios, não permitindo que a modalidade fosse prejudicada, nem o seu quadro competitivo. O Atletismo fica mais pobre com o desaparecimento deste homem, um homem generoso, mas deixa o seu legado para as gerações presentes e futuras, as quais se poderão orgulhar.

O seu corpo encontra-se em câmara-ardente a partir das 19h na Igreja Senhora da Conceição em Viseu. O funeral realiza-se amanhã às 10h.

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