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AAV
23 de junho de 2025 ● 2 minutos para ler

No final da tarde de sábado, o Fontelo homenageou Joaquim Coelho Neves, com um conjunto de provas onde se verificaram resultados de grande valia, com todos os presentes a envolverem-se nesta bonita homenagem. A presença de familiares, amigos, elementos da direção do CARDES, elementos da Direção da AAV e um bom número de ex-atletas que recordaram o homem que acabou por ter um papel de extrema importância na vida destes, enquanto atletas.
Tudo começou quando o Centro de Arte e Desporto de Barbeita, conhecido por CARDES, motivados pela participação nos Jogos Desportivos de Viseu, se viria a filiar na Associação de Atletismo de Viseu na época de 1997. Com o envolvimento de Joaquim Coelho Neves, esta coletividade ganhou outro fulgor e depressa se tornou num clube de referência na nossa região, muito especialmente nos escalões de formação. O futebol estava na sua génese desportiva, esforçou-se por aprender sobre a modalidade, sendo que os resultados do seu trabalho depressa passaram a ser bem visíveis e por todos reconhecido.
Em 2008, é homenageado pela Direção Regional do Instituto Português do Desporto e Juventude, pelo trabalho realizado pelo CARDES. Em 2009, passa a fazer parte dos destinos da Associação de Atletismo de Viseu ao integrar a Comissão Administrativa, com o cargo de Secretário da Assembleia Geral da Associação de Atletismo de Viseu, cargo que desempenhou até 2024. Por apreciação e votação em Assembleia Geral Ordinária, a 23 de março de 2012, foi eleito Sócio de Mérito da Associação de Atletismo de Viseu, pelo seu contributo em prol da modalidade. A dedicação deste homem contribuiu para que também o Centro de Arte e Desporto de Barbeita, o CARDES, fosse eleito Sócio Honorário da Associação de Atletismo de Viseu. Em Assembleia Geral Ordinária de 17 de fevereiro de 2024, foi eleito Sócio Honorário, o maior galardão atribuído pela Associação de Atletismo de Viseu.
Joaquim Coelho Neves, nasceu a 12 de maio de 1954 em Barbeita, freguesia de Rio de Loba, Viseu, deixou-nos a 20 de abril de 2024. O atletismo ficou mais pobre, mas passados 14 meses após o seu desaparecimento, o seu legado continua e continuará vivo, pelo empenho de outros e neste caso, pelo técnico Paulo Cabral.
Para aqueles que com ele tiveram oportunidade de conviver, ficará a recordação de um homem afável, com uma paixão tremenda pelo atletismo e que tocou vidas, nomeadamente, dos jovens que treinou e a forma como contribuiu para a sua formação, enquanto desportistas e seres humanos. O seu legado não será esquecido, perdurará na vida de muitos e nos anais da história da nossa modalidade.