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6 de junho de 2026 ● 3 minutos para ler

Falar do Torneio Nacional Olímpico Jovem é falar da prova mais emblemática do atletismo jovem nacional, que depressa se transformou na festa do atletismo juvenil e que tem marcado a vida de milhares de jovens ao longo de mais de quatro décadas. Aqueles que por aqui passam, levam para a vida uma experiência única, alguns tornaram-se nos maiores valores do atletismo nacional, com referência para Fernanda Ribeiro, campeã olímpica nos 10 mil metros de Atlanta em 1996 e Nelson Évora, este que no Olímpico Jovem em 2001 em Leiria, foi campeão no salto em comprimento, com o viseense Pedro Pereira do Sport Viseu e Benfica, a ser terceiro classificado. Em 2008, Nelson Évora viria a ser campeão olímpico em Tóquio, no triplo salto.
A primeira edição realizou-se em maio de 1983, venceu a Associação de Atletismo de Lisboa e no ano seguinte venceu o Porto. A estreia de Viseu só ocorreu na terceira edição, classificando-se na décima posição, venceu Aveiro e assim aconteceu nas quatro edições seguintes, o que contribuiu para um crescimento estrondoso do atletismo aveirense nos anos seguintes. Na edição de estreia, Viseu arrecadou duas medalhas, Patrícia Rodrigues do Núcleo de Atletismo “Águias do Rossio”, nos 60 metros barreiras de infantis e Isabel Martins Rei da Casa do Povo de Mangualde, nos 1.500 metros de iniciados, ambas foram segundas classificadas. Estas duas atletas que no ano seguinte e nas mesmas provas, subiriam ao lugar mais alto do pódio, trazendo para Viseu o primeiro “ouro” do Olímpico Jovem.
Nesta última edição, Viseu arrecadou mais duas medalhas, o que para associações como a de Lisboa, Porto ou Leiria se traduz num acontecimento banal, para Viseu é um momento épico, muito semelhante quando Portugal vai ao pódio nuns jogos olímpicos. Os heróis desta feita e ambos atletas iniciados (Sub16), Rodrigo Carvalho que representa a Casa do Povo de Mangualde, venceu o lançamento do peso 4 kg com 15,13 metros. Era claramente um candidato às medalhas, face à marca com que se apresentava a concurso, acabando por deixar bem longe o representante da Madeira. A outra medalha, surgiu de forma surpreendente através de Gabriel Moutinho, atleta do Dínamo Clube Estação, no salto em altura, que saltou 1,71 m, conquistando para o seu clube, a primeira medalha de uma fase final do Olímpico Jovem. Uma medalha que vem coroar o trabalho desenvolvido por este clube viseense. De realçar ainda, as classificações de Sofia Xavier do Grupo Desportivo “Os Ribeirinhos” nos 1.500 metros e Maria Cunha da Associação Grão Vasco no salto em comprimento, que alcançaram uma honrosa quarta posição, aquela que é também, a posição mais ingrata no desporto. Para além de outros resultados de relevo, com atletas a alcançarem mínimos para campeonatos nacionais ou recordes pessoais, Leonor Costa do Dínamo Clube Estação, bateu o antigo Recorde Distrital de Iniciados nos 3.000 m marcha com 18.55.71 minutos, que pertencia a Romina Gomes do Sport Viseu e Benfica e que datava de 05.06.1999.
A Associação de Atletismo de Viseu agradece a todos aqueles que fizeram parte desta comitiva, pelo seu contributo e envolvimento, nomeadamente aos atletas pelo seu empenho em competição e pela forma exemplar em termos sociais durante esses dias, fazendo desta edição, uma das melhores de sempre a esse nível. Um agradecimento a todos os clubes que cederam atletas à Associação de Atletismo de Viseu e pela forma como os preparam, para que em pista o seu desempenho fosse o melhor.
Ao fim de 43 edições, a Associação de Atletismo de Viseu passa a contar com 72 medalhas nesta competição, 20 de ouro, 25 de prata e 27 de bronze.
A próxima edição do Torneio Nacional Olímpico Nacional 2027, passará novamente por Albufeira. Tal a acontecer, é o exemplo da forte aposta das autarquias em assegurar as grandes competições por vários anos, o que é sinónimo de qualidade das competições realizadas pela Federação Portuguesa de Atletismo.